quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mario Vargas Llosa sobre Jorge Semprún

Mario Vargas Llosa sobre Jorge Semprún






Jorge Semprún



Las muestras de pena por la muerte de Jorge Semprún, desde el presidente de Francia hasta los lectores en el FB, siguen llegando. Aquí la opinión de Mario Vargas Llosa, quien lo conoció bien.



Dice la nota:



Yo creo que Jorge Semprún vivió no como testigo sino como protagonista los grandes tumultos históricos del siglo XX… Acometió la lucha contra el fascismo, fue un militante de la Resistencia y vivió la experiencia atroz de los campos de concentración de los que salvó de milagro. Luego vivió la ilusión comunista y las grandes facturas del comunismo cuando se rebelaron los campos de concentración, el GULAG… Participó después del intento de la experiencia eurocomunista y fue purgado por el comunismo estalinista. Pero no se desilusionó. Siguió siendo un militante luchando por una democracia de izquierdas con la que se comprometió. Fue también un gran escritor comprometido cuyos libros son un testimonio vivo con el que ingresó en las polémicas contemporáneas. Como Albert Camus, la suya fue una literatura llena de una gran preocupación moral. Fue un magnifico escritor, gran ensayista, muy amigo de sus amigos, un hombre servicial y sin fronteras, un europeo con una visión transnacional y generosa. La muerte de Semprún es una perdida que vamos a sentir mucho todos, los españoles, los franceses, la Europa en la que creyó; era una rareza, su ejemplo y su obra van a quedar. Éramos muy buenos amigos. Todos los que lo conocimos sentimos un gran vacío con esta muerte.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

As Edições Esgotadas editaram o livro "A Voz do Silêncio", de Alexandra Marques

Foi lançado a 9 de Abril o livro de Alexandra Marques "A Voz do Silêncio", com ilustrações de Francisco Cardia.

sábado, 2 de abril de 2011

Dia do Livro Infantil

A Editora Edições Esgotadas comemora assim o Dia do Livro Infantil:

Quando as histórias de encantar se juntam acontece uma confusão saudável de emoções e sensações, de situações e de personagens que fazem parte do imaginário colectivo de gerações e gerações e que importa perpetuar ad infinitum:



“O Gato das Botas estava em casa. (…) Era uma tarde de fim de verão, daquelas em que o sol já começa a mostrar a sua timidez e a preparar a despedida anunciada para breve. O Gato das Botas tinha passado a semana inteira na jardinagem e nas limpezas, pelo que estava exausto. (…) viu qualquer coisa a aparecer debaixo do tapete. A princípio, julgou tratar-se de um simples papel que lhe tivesse caído, porém, assim que se baixou para o apanhar, logo se certificou de que era uma nota de 500 euros. (…) Decidido a encontrar uma esposa à altura da sua beleza e da sua elegância, o Gato das Botas resolveu abrir uma página na Internet com algumas das suas melhores fotos e pôr um anúncio para arranjar noiva. (…) No dia seguinte, de manhã, estava o nosso amigo sentado no sofá a olhar para todos os lados na esperança de encontrar mais alguma nota, quando tocaram à campainha. (…)” [Depois de ter rejeitado uma série de pretendentes, o Gato das Botas decide casar com a Carochinha, mas uma maldição atrapalha os seus planos…].



Teresa Adão, TOCA A TROCAR AS HISTÓRIAS DE ENCANTAR

Eu Simplesmente Amo-te

Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.



Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor"

quarta-feira, 30 de março de 2011

Geração à rasca - por MIA COUTO

Geração à Rasca - A Nossa Culpa



Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança

caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes

as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com

frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à

rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na

sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus

jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.



Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha

geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos)

vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974,

e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos

seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles

a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes

deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de

diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível

cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as

expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou

presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o

dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas

vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia

tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado

com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.



Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A

vaquinha emagreceu, feneceu, secou.



Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem

Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde

não se entra à borla nem se consome fiado. Os pais à rasca deixaram de

ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos,

num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no

restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da

luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que

os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem

dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.



São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de

dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e

que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos,

porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas,

porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem,

querem o que já ninguém lhes pode dar!



A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos

duas décadas.



Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma

geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e

universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do

que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes

alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco

conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio

nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique

que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e

interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a

comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo

o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da

ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma

geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho,

ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro

abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como

mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as

foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe

chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis

uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem

é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio. Há

talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência

nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no

retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem

são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem,

atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são

empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que

inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como

se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes

de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.



E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos

nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que

alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que

ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e

indevidamente?!!!



Novos e velhos, todos estamos à rasca. Apesar do tom desta minha prosa, o

que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve

apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem

fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a

sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é

desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma

generalização injusta. Pode ser que nada/ninguém seja assim.





Autor: MIA COUTO

domingo, 27 de março de 2011

Frutas, verduras ou legumes?

Muitas vezes fazemos confusão quanto à terminologia adequada para designar produtos de origem vegetal. A variedade desse grupo de alimentos é imensa, sendo que alguns têm apenas ocorrência local ou regional.

Tentando utilizar a designação correta de cada um destes produtos, Gustave encontrou as seguintes definições:

Legumes e verduras são as plantas ou parte delas que podem ser destinadas ao consumo humano. As partes mais usualmente consumidas são os frutos, caules, sementes, tubérculos, folhas e raízes. Quando a porção comestível do vegetal são as folhas, flores, botões ou hastes utiliza-se a terminologia verdura. Já, quando os frutos, sementes ou partes que se desenvolvem na terra são consumidos, a nomenclatura correta é legume. Fruta é a parte polposa que rodeia a semente de plantas que possui aroma característico, sendo rica em suco, com sabor adocicado.

Seguem exemplos de cada categoria:

- Verduras: acelga, agrião, aipo, alface, almeirão, brócolis, chicória, couve, couve-flor, escarola, espinafre, mostarda, repolho, rúcula, salsa e salsão.

- Legumes: cenoura, beterraba, abóbora, pepino, cebola.

- Frutas: acerola, laranja, tangerina, manga, limão, mamão, banana.

Mas, e as leguminosas? Quem são? Trata-se de outro grupo que, ao contrário das frutas, verduras e legumes, nos fornecem boa quantidade de proteína de origem vegetal. São elas: feijões, ervilhas, lentilhas, grão de bico e soja!

Mesmo que nos confundamos de vez em quando, estes alimentos devem fazer parte da nossa dieta, de preferência na sua forma natural e, se possível, orgânicos.

Receitas de aperitivos de Primavera

« Cuisiner suppose une tête légère, un esprit généreux et un coeur large. »


Paul Gauguin



Bolinhas de queijo fresco



300g queijo fresco espremido

100g queijo parmesão ralado

3 ovos

1 colher sopa farinha

Pão ralado

Óleo para fritar

q.b. sal

q.b. pimento



Passar o queijo fresco ou o requeijão por um ralador fino, juntar o parmesão, a farinha, sal, pimenta e 2 ovos. Misturar bem e tender bolinhas que se passam no ovo batido, depois no pão ralado e fritam-se em abundante óleo quente.





Pão de alho



400g pão francês tipo “baguette”

20g alho quebrado

5g salsinha picada

5g cebolinha picada

25 g queijo parmesão ralado

Pimenta do reino q.b.

100g manteiga



Cortar a baguette ao meio e separar as metades. Misturar a manteiga, o alho, a pimenta e as ervas e espalhar sobre o pão de maneira uniforme. Cortar em diagonal e levar ao forno pré-aquecido (+- 10 m) por, aproximadamente, 5 minutos.



Gustave deixa com os seus fiéis leitores o prazer de degustar estes aperitivos, em qualquer altura desta primavera tão tímida.