Singa de Camarão
Ingredientes:
• 6 colheres de sopa de molho de tamarindo
• 1 kg de camarões
• 3 dentes de alho
• 2 colheres de sopa de banha
• 1 cebola
• 1 molhinho de hortelã
• piripiri q.b.
• sal q.b.
• 4 grãos de pimenta
Preparação:
Depois de lavados os camarões, dá-se uma leve fervura em água temperada com sal.
Descascam-se deixando as cabeças.
Leva-se um tacho ao lume com a cebola cortada às rodelas, os dentes de alho esborrachados e a banha.
Assim que a cebola esteja translúcida junta-se o molho de tamarino, a hortelã os grãos de pimenta, piripiri, sal e os camarões.
Deixa-se ferver um pouco para apurar.
Sirva acompanhado com arroz branco.
Flor de Papaia com Carne de Porco
Ingredientes:
• 250 gr de carne de porco entremeada com alguma gordura
• 350 gr de flor de papaia
• 1 papaia verde pequena
• 6 dentes de alho esmagados sem retirar a casca
• 3 colheres de sopa de óleo
• 1 colher de sopa de balichão
• sutate q.b.
Preparação:
Corta-se a papaia às fatias finas transversais, deixando-a com casca. Tempera-se a carne de porco cortada em tiras muito finas com alho, sal e limão. Num tacho, com o óleo bem quente, junta-se o alho até alourar e depois a carne de porco cortada e, quando a carne estiver meio frita, acrescenta-se a papaia cortada às fatias; deixa-se refogar por algum tempo juntando então umas gotas de sutate.
sábado, 20 de novembro de 2010
Arroz de lingueirão
Arroz de Lingueirão
Ingredientes:
(para duas pessoas):
• 1/2 kg de lingueirão
• 150 g de arroz carolino
• 1/2 pimento vermelho
• 1 cebola grande
• 1 folha de louro
• 1 dente de alho
• Azeite, sal e pimenta q.b.
• 1 raminho de coentros
Preparação:
Lava-se bem o lingueirão. Depois leva-se ao lume para abrir e filtra-se a água, pois é aproveitada para fazer o arroz. Num tacho, faz-se o refogado com o azeite, a cebola bem picada, o dente de alho inteiro e esmagado e a folha de louro. Acabado o refogado, junta-se o lingueirão, já cortado aos bocados. Deixa-se puxar um bocadinho e incorpora-se a água do lingueirão juntamente com o arroz, rectificando os temperos.
Ingredientes:
(para duas pessoas):
• 1/2 kg de lingueirão
• 150 g de arroz carolino
• 1/2 pimento vermelho
• 1 cebola grande
• 1 folha de louro
• 1 dente de alho
• Azeite, sal e pimenta q.b.
• 1 raminho de coentros
Preparação:
Lava-se bem o lingueirão. Depois leva-se ao lume para abrir e filtra-se a água, pois é aproveitada para fazer o arroz. Num tacho, faz-se o refogado com o azeite, a cebola bem picada, o dente de alho inteiro e esmagado e a folha de louro. Acabado o refogado, junta-se o lingueirão, já cortado aos bocados. Deixa-se puxar um bocadinho e incorpora-se a água do lingueirão juntamente com o arroz, rectificando os temperos.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
AS CASTAS BRANCAS MAIS CONCEITUADAS INTERNACIONALMENTE
Deus apenas criou a água…
AS CASTAS BRANCAS MAIS CONCEITUADAS INTERNACIONALMENTE
Torrontés
A origem desta casta ainda não estará completamente esclarecida, mas os últimos estudos levam-nos a crer que é um cruzamento entre a moscatel e uma casta que se desenvolveu localmente à custa de videiras vitis vinífera, oriundas da Europa, mas sem se conseguir estabelecer essa ligação. Deram-lhe o sugestivo nome de criolla.
A versão anterior e possivelmente mais divulgada estabelecia a origem desta casta na Galiza. Esta hipótese sempre foi no entanto muito contestada pelo facto de não se conseguir encontrar na Galiza nenhum vinho que se assemelhe ao que é produzido na Argentina e, se é verdade que clima e o solo mudam o vinho, a verdade é que existe sempre uma matriz que permite identificar a casta.
É a casta bandeira nos brancos argentinos e não é por acaso, pois o vinho é de uma qualidade incontestável e de uma exuberância poucas vezes igualada. Aromas a lichias, rosas, moscatel, frutas tropicais são usuais. Na boca tem um bom corpo e a casta tem tendência para ser muito alcoólica e nesses casos é um pouco oleosa que no entanto é contrabalançada pela boa acidez que apresenta.
O vinho Crios da Susana Balbo é um bom exemplar desta casta.
Viognier
Esta é uma casta fundamental nos vinhos das Côtes du Rhône, em França, que entrou na moda a nível mundial nos princípios dos anos 90 assim com a sua região de origem, Condrieu, situada na zona norte desta região e onde só se produz vinho branco e é por vezes utilizada nos vinhos tintos misturada com a Syrah, também oriunda desta zona.
A videira precisa de climas quentes e a cor profundamente amarela da uva origina vinhos de cor carregada, alcoólicos e com aromas a alperces, pêssegos, pêra, mineral e flores.
Os vinhos de Condrieu são provavelmente os únicos vinhos brancos de alto preço que se devem beber novos, no entanto já bebemos alguns belos exemplares com 4 ou 5 anos de idade.
O elevado nível de álcool associado a uma grande estrutura faz com que sejam autênticos monstros e são fantásticos desde que a acidez se mantenha, esse que é o grande problema da casta, que precisa de boas maturações mas que por vezes perde a sua acidez tornando-os quase imbebíveis.
Em Portugal, José Bento dos Santos, grande apaixonado pelas castas desta região francesa, faz um dos melhores exemplares portugueses, o Madrigal. Outros bons exemplares podem encontrar-se também na Estremadura, agora denominada Lisboa como é o caso do Vale D’Algares, da Quinta do Lagar Novo ou da Quinta do Pinto.
Hildérico Coutinho
Detentor do 2º e 3º Nível do WSET (Wine and Spirits Education Trust)
www.galeriadevinhos.com
Quo Vadis? Enoteca e Cozinha Mediterrânica (Matosinhos)
In Jornal Beirão, nº 49, 5 de Novembro 2010
AS CASTAS BRANCAS MAIS CONCEITUADAS INTERNACIONALMENTE
Torrontés
A origem desta casta ainda não estará completamente esclarecida, mas os últimos estudos levam-nos a crer que é um cruzamento entre a moscatel e uma casta que se desenvolveu localmente à custa de videiras vitis vinífera, oriundas da Europa, mas sem se conseguir estabelecer essa ligação. Deram-lhe o sugestivo nome de criolla.
A versão anterior e possivelmente mais divulgada estabelecia a origem desta casta na Galiza. Esta hipótese sempre foi no entanto muito contestada pelo facto de não se conseguir encontrar na Galiza nenhum vinho que se assemelhe ao que é produzido na Argentina e, se é verdade que clima e o solo mudam o vinho, a verdade é que existe sempre uma matriz que permite identificar a casta.
É a casta bandeira nos brancos argentinos e não é por acaso, pois o vinho é de uma qualidade incontestável e de uma exuberância poucas vezes igualada. Aromas a lichias, rosas, moscatel, frutas tropicais são usuais. Na boca tem um bom corpo e a casta tem tendência para ser muito alcoólica e nesses casos é um pouco oleosa que no entanto é contrabalançada pela boa acidez que apresenta.
O vinho Crios da Susana Balbo é um bom exemplar desta casta.
Viognier
Esta é uma casta fundamental nos vinhos das Côtes du Rhône, em França, que entrou na moda a nível mundial nos princípios dos anos 90 assim com a sua região de origem, Condrieu, situada na zona norte desta região e onde só se produz vinho branco e é por vezes utilizada nos vinhos tintos misturada com a Syrah, também oriunda desta zona.
A videira precisa de climas quentes e a cor profundamente amarela da uva origina vinhos de cor carregada, alcoólicos e com aromas a alperces, pêssegos, pêra, mineral e flores.
Os vinhos de Condrieu são provavelmente os únicos vinhos brancos de alto preço que se devem beber novos, no entanto já bebemos alguns belos exemplares com 4 ou 5 anos de idade.
O elevado nível de álcool associado a uma grande estrutura faz com que sejam autênticos monstros e são fantásticos desde que a acidez se mantenha, esse que é o grande problema da casta, que precisa de boas maturações mas que por vezes perde a sua acidez tornando-os quase imbebíveis.
Em Portugal, José Bento dos Santos, grande apaixonado pelas castas desta região francesa, faz um dos melhores exemplares portugueses, o Madrigal. Outros bons exemplares podem encontrar-se também na Estremadura, agora denominada Lisboa como é o caso do Vale D’Algares, da Quinta do Lagar Novo ou da Quinta do Pinto.
Hildérico Coutinho
Detentor do 2º e 3º Nível do WSET (Wine and Spirits Education Trust)
www.galeriadevinhos.com
Quo Vadis? Enoteca e Cozinha Mediterrânica (Matosinhos)
In Jornal Beirão, nº 49, 5 de Novembro 2010
As tentações gastronómicas de 1 de Novembro em Português
É (de)gustar
1ª Mostra de Pastelaria Vegana
O Dia Mundial do Veganismo (O termo inglês vegan (pronuncia-se vígan) foi criado em 1944, numa reunião organizada por Donald Watson, envolvendo 6 pessoas (após desfiliarem-se da The Vegetarian Society por diferenças ideológicas), onde ficou decidido criar uma nova sociedade (The Vegan Society) e adotar um novo termo para se definirem a si próprios.Trata-se de uma corruptela da palavra "vegetarian", em que se consideram as 3 primeiras letras e as 2 últimas para formar a palavra vegan. Os veganos boicotam qualquer produto de origem animal, além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.) que se celebra a 1 de Novembro - dá o mote a este evento, inédito em Portugal, que promete fazer as delícias dos apreciadores de guloseimas, vegans e não só.
A organização, a cargo do projecto The Love Food, classifica a oferta de pastelaria presente no evento de surpreendente, tentadora, deliciosa e diversificada. Além do sabor, capaz de satisfazer qualquer gula, esta pastelaria revela-se pouco calórica, saudável, integralmente vegetariana (vegana), além de privilegiar o uso de ingredientes biológicos e da melhor qualidade sendo, por isso, ecológica.
A organização não quer deixar ninguém de fora, nem mesmo as pessoas com muitas limitações a nível da alimentação, como os intolerantes ao glúten ou os diabéticos. Por isso, está prevista a confecção de um bolo de chocolate sem glúten, sem gordura e sem açúcares processados.
Cookies, Cupcakes e Muffins, além de Bolos de Côco, de Chocolate e de Cenoura, integralmente vegetarianos fazem também parte do menu, entre muitas outras guloseimas.
A 1ª Mostra de Pastelaria Vegana decorre nos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro, entre as 14h00 e as 17h00, em Lisboa. Mais informação no site thelovefood.blogspot.com
9ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes
A maior Palha de Abrantes do mundo vai ser servida na nona edição deste certame dedicado à doçaria tradicional. O doce típico da localidade será reproduzido num tamanho 100 vezes superior à sua dimensão real, no dia da inauguração do evento. Serão precisos cerca de 720 ovos para a confecção deste doce, e muitos mais para todas as guloseimas que esta iniciativa traz às ruas de Abrantes, entre os dias 29 de Outubro e 1 de Novembro.
Doces, compotas e licores oriundos de todo o país adoçam a Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes que conta ainda com animação específica dirigida a várias faixas etárias. Os mais pequenos podem assistir a uma sessão de contos infantis, “Faz & Conta”, que, na sua caravana, recorre a ferramentas do teatro e da música para atrair a atenção dos mais pequenos. “Tosta-Mista, o Malabarista” promete também animar os pequenos visitantes, logo a seguir à actuação do ATL “O Pequeno Lavrador”.
Já as noites serão dedicadas aos mais crescidos, com sonoridades que variam entre jazz, bossanova, e música tradicional portuguesa.
Duas exposições - uma sobre a doçaria tradicional e conventual e outra resultado dos trabalhos dos alunos do 1º Ciclo sobre o tradicional doce Palha de Abrantes completam o programa desta edição.
Gustave mostrará, sempre que possível, as iguarias que, por este país fora, alimentam os sonhos reais de um povo.
Gustave Gousteau
Jornal Beirão, nº49, 5 de Novembro 2010
1ª Mostra de Pastelaria Vegana
O Dia Mundial do Veganismo (O termo inglês vegan (pronuncia-se vígan) foi criado em 1944, numa reunião organizada por Donald Watson, envolvendo 6 pessoas (após desfiliarem-se da The Vegetarian Society por diferenças ideológicas), onde ficou decidido criar uma nova sociedade (The Vegan Society) e adotar um novo termo para se definirem a si próprios.Trata-se de uma corruptela da palavra "vegetarian", em que se consideram as 3 primeiras letras e as 2 últimas para formar a palavra vegan. Os veganos boicotam qualquer produto de origem animal, além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.) que se celebra a 1 de Novembro - dá o mote a este evento, inédito em Portugal, que promete fazer as delícias dos apreciadores de guloseimas, vegans e não só.
A organização, a cargo do projecto The Love Food, classifica a oferta de pastelaria presente no evento de surpreendente, tentadora, deliciosa e diversificada. Além do sabor, capaz de satisfazer qualquer gula, esta pastelaria revela-se pouco calórica, saudável, integralmente vegetariana (vegana), além de privilegiar o uso de ingredientes biológicos e da melhor qualidade sendo, por isso, ecológica.
A organização não quer deixar ninguém de fora, nem mesmo as pessoas com muitas limitações a nível da alimentação, como os intolerantes ao glúten ou os diabéticos. Por isso, está prevista a confecção de um bolo de chocolate sem glúten, sem gordura e sem açúcares processados.
Cookies, Cupcakes e Muffins, além de Bolos de Côco, de Chocolate e de Cenoura, integralmente vegetarianos fazem também parte do menu, entre muitas outras guloseimas.
A 1ª Mostra de Pastelaria Vegana decorre nos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro, entre as 14h00 e as 17h00, em Lisboa. Mais informação no site thelovefood.blogspot.com
9ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes
A maior Palha de Abrantes do mundo vai ser servida na nona edição deste certame dedicado à doçaria tradicional. O doce típico da localidade será reproduzido num tamanho 100 vezes superior à sua dimensão real, no dia da inauguração do evento. Serão precisos cerca de 720 ovos para a confecção deste doce, e muitos mais para todas as guloseimas que esta iniciativa traz às ruas de Abrantes, entre os dias 29 de Outubro e 1 de Novembro.
Doces, compotas e licores oriundos de todo o país adoçam a Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes que conta ainda com animação específica dirigida a várias faixas etárias. Os mais pequenos podem assistir a uma sessão de contos infantis, “Faz & Conta”, que, na sua caravana, recorre a ferramentas do teatro e da música para atrair a atenção dos mais pequenos. “Tosta-Mista, o Malabarista” promete também animar os pequenos visitantes, logo a seguir à actuação do ATL “O Pequeno Lavrador”.
Já as noites serão dedicadas aos mais crescidos, com sonoridades que variam entre jazz, bossanova, e música tradicional portuguesa.
Duas exposições - uma sobre a doçaria tradicional e conventual e outra resultado dos trabalhos dos alunos do 1º Ciclo sobre o tradicional doce Palha de Abrantes completam o programa desta edição.
Gustave mostrará, sempre que possível, as iguarias que, por este país fora, alimentam os sonhos reais de um povo.
Gustave Gousteau
Jornal Beirão, nº49, 5 de Novembro 2010
O cérebro em grande plano
O cérebro em grande plano
Nova ferramenta informática põe a nu ligações neurológicas
2010-11-02
Uma equipa de investigadores holandeses, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, desenvolveu uma nova ferramenta informática capaz de converter imagens IRM em três dimensões – um sistema que permite estudar de forma detalhada a rede nervosa do cérebro humano.
A tecnologia criada usa um método não invasivo e torna-se relevante já que permite aceder a informações essenciais antes de qualquer acto neurocirúrgico. Por exemplo, a estimulação cerebral profunda consiste em introduzir um micro eléctrodo na zona cerebral e serve para tratar doenças como Parkinson.
A técnica pode ainda trazer numerosos avanços sobre problemas de ordem psíquica e neurológica, já que se podem ver estruturas cerebrais muito finas, como “massa esparguete” e as suas ligações. Contudo, os cientistas admitem estarem longe de conseguir ver tudo e referem que existem muitas conexões que ainda não se conseguem perceber.
Desenvolvido recentemente a partir de uma técnica chamada de HARDI (Imagética de Difusão de Alta Resolução Angular), a equipa utilizou-a e trabalhou-a de forma transforma-la e interpretar a visualização interactiva de dados complexos.
Este método de imagética cerebral poderá ser regularmente usado a curto prazo, mas ainda falta provar que as imagens correspondem à realidade.
Extraído de "Ciência Hoje", de 5 de Novembro 2010
Nova ferramenta informática põe a nu ligações neurológicas
2010-11-02
Uma equipa de investigadores holandeses, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, desenvolveu uma nova ferramenta informática capaz de converter imagens IRM em três dimensões – um sistema que permite estudar de forma detalhada a rede nervosa do cérebro humano.
A tecnologia criada usa um método não invasivo e torna-se relevante já que permite aceder a informações essenciais antes de qualquer acto neurocirúrgico. Por exemplo, a estimulação cerebral profunda consiste em introduzir um micro eléctrodo na zona cerebral e serve para tratar doenças como Parkinson.
A técnica pode ainda trazer numerosos avanços sobre problemas de ordem psíquica e neurológica, já que se podem ver estruturas cerebrais muito finas, como “massa esparguete” e as suas ligações. Contudo, os cientistas admitem estarem longe de conseguir ver tudo e referem que existem muitas conexões que ainda não se conseguem perceber.
Desenvolvido recentemente a partir de uma técnica chamada de HARDI (Imagética de Difusão de Alta Resolução Angular), a equipa utilizou-a e trabalhou-a de forma transforma-la e interpretar a visualização interactiva de dados complexos.
Este método de imagética cerebral poderá ser regularmente usado a curto prazo, mas ainda falta provar que as imagens correspondem à realidade.
Extraído de "Ciência Hoje", de 5 de Novembro 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Cozinha ayurvédica
"Todas as sabedorias tradicionais do mundo trazem uma mesma verdade simples: comida é vida. O ritual de comer transcende todas as fronteiras do tempo, cultura e religião. A comida é sagrada e o acto de comer é a comunhão directa com a energia divina da Mãe Natureza. De acordo com os antigos sábios Ayurvédicos, a comida nutre a nossa mente, corpo, sentidos e espíritos em todos os níveis do ser. Proporciona uma fundação para a exploração e evolução pessoal. Ao longo da nossa vida, desde o primeiro gole do leite materno até o compartilhar de refeições com os entes queridos, o ritual de comer tem raízes profundas na experiência humana." (Thomas Yarema, Daniel Rhoda, Chef Johnny Brannigan, em Eat, Taste, Heal - An Ayurvedic Cookbook for Modern Living).
Dentro dos ensinamentos da medicina ayurvédica, a alimentação é um dos pilares mais importantes. A grande preocupação é que toxinas não sejam formadas no organismo, decorrente de digestão inadequada ou incompleta. Para que isso não aconteça, devemos prestar atenção especial à digestão. Daí o uso de ervas e especiarias na culinária ayurvédica, para ajudar na correcta e efectiva digestão de alimentos. Outro factor importante é que a comida seja nutritiva, porém leve, saborosa, mas não muito condimentada, e simples sem muita variedade de alimentos na mesma refeição. Trabalhamos com alguns conceitos comuns a todos e outros, específicos para cada biotipo ou “dosha”, como são chamados em sânscrito, os humores biológicos, que são três, Kapha, Pitta e Vata.
Vata = Ar e Éter. Tem como atributo e característica ser leve, móvel, instável, seco e frio. Portanto a melhor dieta para as pessoas de natureza Vata, em linhas gerais, deve ser húmida, quente, nutritiva. Usar óleos de boa qualidade – “extra-virgem”, prensados a frio, o melhor óleo para Vata é o óleo de gergelim, mas o azeite de oliveira também se aplica muito bem. As especiarias devem sempre estar presentes na alimentação de um Vata, para ajudar na digestão deles que é irregular. Os melhores temperos para Vata são cominho, louro, erva-doce, pois reduzem os gases e aquecem a comida, mas o manjericão, gengibre, coentros, pimenta-do-reino, hortelã também podem ser usados e auxiliam na digestão, além de realçar o sabor dos alimentos e satisfazer os sentidos, do paladar, e olfacto principalmente.
Pitta= Fogo e Água. Tem como atributo e característica ser quente, leve, móvel, oleoso e penetrante. Portanto a melhor dieta para as pessoas de natureza Pitta, em linhas gerais, deve ser menos húmida, fria, nutritiva. Tendem a ter dificuldade em metabolizar alimentos gordurosos, que causam fragilidade e sobrecarregam a função hepática. Como é quente por natureza e tem uma óptima capacidade digestiva são as pessoas que se dão melhor com alimentos crus e frios. Quanto aos óleos para Pitta os melhores são girassol, coco e azeite de oliveira, mas sempre usando com moderação. Os melhores temperos para Pitta são os picantes suaves como a erva-doce, cominho, louro, coentro, cúrcuma e hortelã. Evitar totalmente as pimentas fortes, que provavelmente causarão em Pitta azia.
Kapha = Água e Terra. Tem como atributo e característica ser estável, pesado, húmido e frio. Portanto a melhor dieta para as pessoas de natureza Kapha, em linhas gerais, deve ser mais seca, quente e leve. Tendem a ganhar peso com facilidade e têm dificuldade em digerir carbohidratos e açúcares, devem comer o mínimo de açúcar e carbohidratos, preferindo sempre os integrais, que não darão um pico muito elevado de glicose no sangue não sobrecarregando tanto o pâncreas. Os óleos também devem ser usados com muita moderação e os melhores são girassol, oliveira e mostarda. Evitar totalmente alimentos muito oleosos, fritos e de difícil digestão. Os alimentos frios e crus só devem ser consumidos por Kaphta na hora do almoço e no verão ou nos dias mais quentes. As especiarias devem sempre estar presentes na alimentação de um Kapha pois a natureza deles é fria, servindo para ajudar na digestão. Os melhores temperos para Kapha são pimenta-do-reino, cominho, gengibre, cúrcuma, louro, erva-doce, manjericão e todas as pimentas fortes que aceleram o metabolismo e aquecem.
Gustave Gousteau
Dentro dos ensinamentos da medicina ayurvédica, a alimentação é um dos pilares mais importantes. A grande preocupação é que toxinas não sejam formadas no organismo, decorrente de digestão inadequada ou incompleta. Para que isso não aconteça, devemos prestar atenção especial à digestão. Daí o uso de ervas e especiarias na culinária ayurvédica, para ajudar na correcta e efectiva digestão de alimentos. Outro factor importante é que a comida seja nutritiva, porém leve, saborosa, mas não muito condimentada, e simples sem muita variedade de alimentos na mesma refeição. Trabalhamos com alguns conceitos comuns a todos e outros, específicos para cada biotipo ou “dosha”, como são chamados em sânscrito, os humores biológicos, que são três, Kapha, Pitta e Vata.
Vata = Ar e Éter. Tem como atributo e característica ser leve, móvel, instável, seco e frio. Portanto a melhor dieta para as pessoas de natureza Vata, em linhas gerais, deve ser húmida, quente, nutritiva. Usar óleos de boa qualidade – “extra-virgem”, prensados a frio, o melhor óleo para Vata é o óleo de gergelim, mas o azeite de oliveira também se aplica muito bem. As especiarias devem sempre estar presentes na alimentação de um Vata, para ajudar na digestão deles que é irregular. Os melhores temperos para Vata são cominho, louro, erva-doce, pois reduzem os gases e aquecem a comida, mas o manjericão, gengibre, coentros, pimenta-do-reino, hortelã também podem ser usados e auxiliam na digestão, além de realçar o sabor dos alimentos e satisfazer os sentidos, do paladar, e olfacto principalmente.
Pitta= Fogo e Água. Tem como atributo e característica ser quente, leve, móvel, oleoso e penetrante. Portanto a melhor dieta para as pessoas de natureza Pitta, em linhas gerais, deve ser menos húmida, fria, nutritiva. Tendem a ter dificuldade em metabolizar alimentos gordurosos, que causam fragilidade e sobrecarregam a função hepática. Como é quente por natureza e tem uma óptima capacidade digestiva são as pessoas que se dão melhor com alimentos crus e frios. Quanto aos óleos para Pitta os melhores são girassol, coco e azeite de oliveira, mas sempre usando com moderação. Os melhores temperos para Pitta são os picantes suaves como a erva-doce, cominho, louro, coentro, cúrcuma e hortelã. Evitar totalmente as pimentas fortes, que provavelmente causarão em Pitta azia.
Kapha = Água e Terra. Tem como atributo e característica ser estável, pesado, húmido e frio. Portanto a melhor dieta para as pessoas de natureza Kapha, em linhas gerais, deve ser mais seca, quente e leve. Tendem a ganhar peso com facilidade e têm dificuldade em digerir carbohidratos e açúcares, devem comer o mínimo de açúcar e carbohidratos, preferindo sempre os integrais, que não darão um pico muito elevado de glicose no sangue não sobrecarregando tanto o pâncreas. Os óleos também devem ser usados com muita moderação e os melhores são girassol, oliveira e mostarda. Evitar totalmente alimentos muito oleosos, fritos e de difícil digestão. Os alimentos frios e crus só devem ser consumidos por Kaphta na hora do almoço e no verão ou nos dias mais quentes. As especiarias devem sempre estar presentes na alimentação de um Kapha pois a natureza deles é fria, servindo para ajudar na digestão. Os melhores temperos para Kapha são pimenta-do-reino, cominho, gengibre, cúrcuma, louro, erva-doce, manjericão e todas as pimentas fortes que aceleram o metabolismo e aquecem.
Gustave Gousteau
Subscrever:
Mensagens (Atom)
